Como administrar os riscos na Apicultura

riscos na apicultura

Riscos na Apicultura!

A apicultura como qualquer ou ramo de negócios possui riscos que devem ser levados em conta, porém que isso não seja motivo para desistir de investir neste ramo. É sobre estes riscos na apicultura que pretendo tratar aqui neste artigo.
* O primeiro deles é o risco com sua segurança de vida. Jamais economize neste sentido ou seja negligente quanto aos itens de segurança que são eles:

– Macacão completo com véu, preferencialmente acolchoado, de brim e cor branca;
– Luvas de preferencia de courino ou borracha;
– Botas de couro ou borracha brancas;
– Fumegador (fole produtor de fumaça)
* O segundo risco são as intempéries. O clima, os ventos, tanto influenciam na sociedade interna de uma colmeia como na principal fonte de extração de néctar das abelhas. As flores. Um clima seco onde haja ausência de flores suficientes irá contribuir para o enfraquecimento do enxame e posteriormente a evasão das colmeias, visto que as abelhas são insetos migratórios. Se a região onde se encontra o enxame não há alimento suficiente, este irá procurar outra região onde poderá sobreviver ao período de estiagem. A solução é o apicultor promover a prática do pasto apícula cultivando em determinadas áreas de terra próximas ao apiário, plantas que venham a florar durante o ano inteiro, conseguindo isso através de um calendário sazonal de plantas que se adaptem a região.
* Outro risco considerável são as pragas naturais. Vou inserir aqui um post interessante do Sebrae tratando de algumas pragas naturais as colmeias:
Como detectar e prevenir o ataque de inimigos naturais das abelhas nos apiários
“As abelhas africanizadas são mais resistentes, mas também estão sujeitas aos ataques de pragas e de inimigos naturais. O apicultor deve estar atento e tomar precauções para afastar formigas, sapos, aranhas, tatus, iraras e traças dos apiários.”
Por terem uma estrutura biológica rústica, as abelhas africanizadas conseguem se desenvolver em condições pouco favoráveis e resistir ao ataque de pragas e doenças. Essa rusticidade é tida como um grande diferencial para a apicultura brasileira, permitindo a criação das abelhas sem o uso de medicamentos e praguicidas, o que assegura uma produção com menor risco de contaminação.

Ainda assim, é possível que pragas e doenças ocorram em colmeias. Por esse motivo, o apicultor deve estar atento a esse risco durante a instalação do apiário e no manejo das colmeias, assim como à presença de inimigos naturais perto do apiário.

Inimigos naturais
A criação racional de abelhas pode ser ameaçada por inúmeros inimigos naturais, capazes de provocar a queda na produção e, até mesmo, a perda dos enxames. Esses inimigos variam em importância de região para região. Mas, no geral, são representados por formigas, sapos, aranhas, tatus, traças, entre outros.

Formigas
Há vários tipos de formigas que são inimigas das abelhas. Entre elas, destacam-se os gêneros Taioca, Saraça, Sarará, Doceira e Quem-Quem. Essas formigas invadem as colmeias, geralmente à noite, para se alimentarem do mel e das crias, matando inclusive abelhas adultas, em determinadas situações. Seu ataque pode ser prevenido com a construção de cavaletes, contendo protetores com graxa ou enrolando um pedaço de lã ou algodão nos pés do cavalete ou manilha. Pode-se ainda, colocar óleo queimado na base do suporte da colmeia.

Todos esses métodos reduzem as possibilidades de ataque, mas algumas vezes falham, já que as formigas conseguem criar caminhos alternativos e superar os obstáculos criados para proteger as colmeias. O apicultor deve estar atento e manter o apiário limpo, removendo madeira podre, ou outros abrigos que favoreçam a presença das formigas no entorno.

Sapos
Os sapos atacam principalmente as campeiras, que, ao entrarem ou saírem da colmeia, ficam ao alcance de sua língua. Como prevenção, é necessário que a colmeia esteja fora do alcance da língua do sapo, preferencialmente sobre suportes, e que o apiário seja mantido limpo e livre de tocas e esconderijos.

Aranhas
As aranhas gostam de tecer as suas teias próximas aos apiários, principalmente na linha de voo das campeiras. As teias são fáceis de serem visualizadas pela manhã. O apicultor deve removê-las e eliminar as aranhas todas as vezes que vistoriar o apiário.

Tatu e irara
Tatus e iraras costumam derrubar as colmeias para se alimentar dos favos, destruindo-os. Em regiões onde o ataque é intenso, recomenda-se mudar o local do apiário.

Traças
Constituem-se num sério problema para os apicultores, principalmente nos períodos de entressafra, quando as melgueiras são armazenadas fora das colmeias. Existem dois tipos de traças que afetam as abelhas: a traça maior (Galleria mellonella) e a traça menor (Achroia grisella). Ambas atacam os favos armazenados ou as colmeias, principalmente as mais fracas e tolerantes.

O ataque das traças começa quando a fêmea da mariposa adulta coloca ovos nos favos, em ambientes mais escuros. As larvas alimentam-se da cera, cavando túneis e abrindo galerias forradas de fios sedosos produzidos por elas mesmas. Em colmeias ativas, é possível observar vários opérculos de crias com a cera parcialmente removida e a formação logo abaixo de um túnel, onde pode ser encontrada a larva da traça.

Os meios de defesa mais seguros são a vigilância e precaução. Recomenda-se promover uma revisão quinzenal, mesmo que seja rápida, em que o apicultor possa detectar a presença da traça e, assim, eliminá-la. Algumas linhagens de abelhas são mais resistentes ao ataque das traças; recomenda-se que estas sejam selecionadas pelo apicultor.

Na entressafra, são necessários cuidados especiais. Deve-se guardar somente favos novos, distantes uns dos outros (quanto mais distante melhor) e em local bem iluminado e ventilado. Os favos podem ser dispostos em prateleiras ou nas próprias melgueiras, preferencialmente, oito favos equidistantes por melgueira. As melgueiras devem ficar dispostas de forma entrelaçada, para permitir entrada de luz e ventilação.  Autor: Kleber Andrade da Silva e Dejair Message  –   Fonte: Manual ADR-APIS  –  Site: http://www.sebrae.com.br

Bem, estes são os principais riscos na prática da apicultura, porém se forem bem observados, poderão ser consideravelmente reduzidos através de um bom manejo e cuidados especiais.


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Como-importar-da-china

Author: Marcelo Pessôa

Empreendedor, empresário e investidor atuante no mercado imobiliário. Escritor do Ebook "Como Montar sua Fábrica de Chinelos". Webmarketer, desenvolve a criação de sites e lojas virtuais, entre eles, destaca o "ideiasfinanceiras.com". Uma frase: "Meu negócio é fazer negócios" - Marcelo Pessôa

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1 Comment

  1. Marcelo, boa noite!

    Achei muitíssimo interessante esse ramo de negócio, moro em Brasília, clima seco de maio a setembro e muito chuvoso novembro a fevereiro.
    Qual a área ideal para se implantar um apiario?
    Quais as espécies de plantas com flores adequadas para essa região que vc recomendaria.
    Qual investimento incial para ser ter uma renda mensal de R$ 2000,00 ou seja quantos melgueias seriam necessárias?
    Quanto a se tornar sua sócia em 60% por cento para vc implantar e cuidar das colmeias, com o meu investimento, qual seria minha garantia de que minhas colméias seriam tão bem cuidadas quanto as suas e não haveria fraude de manejo, essas coisas? Grata, Teodora

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